12 de agosto de 2012

Noite que não me cala


Comecei. Não, espera. Pensei melhor por um tempo melhor. Calma, eu chego lá. Vou relembrar e adiantar, pois tudo o que me resta é ir. E a vida? Sim, a vida. Ela e suas surpresas. Também te seguem? Somos iguais, mas diferentes. Já diziam por aí que esperança não morre. Espera, ela morre, mas por último certo? E se ela morresse primeiro, o barco afundaria. Não vou falar mal, mas vou dizer o que te faz bem. Se a verdade te faz bem, prossigo. Não, eu paro.
Vamos pensar porque tem muita gente que quer amar. Amar? Achei que não iria falar sobre isso. Vou? Sim, um pouco. Talvez eu erre ou acerte por você também amar. Não ama mais? Aquilo lá era amor? Sim, era. Amor de bandejas, amor de cervejas. Amor de carinho, amor de dar-se até o último suspirinho. Verdade não é? Que você ainda continua esperando e por isso continua suspirando. Um dia vai entregar-se e vai sobreviver. O barco não afundou porque a esperança é a última e você é o primeiro. Enxergue de novo. Observe, veja. Cuide dos detalhes. Faça amor, entregue a vida e viva. Agora eu começo e não paro mais. Juro que vou até o fim, porque de amor meu bem eu só vivo assim. Entre nexos e anexos. Entre cabeças e tijolos, barros e águas. Uma mente disposta nada pára. 

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