20 de agosto de 2012

Sinto, eu quero, eu posso

Antes de começar, eu gostaria de sentir. Sentir o que é puro e o que é bom. Não é que eu não sinta, mas quero sentir além, andar mais, viajar mais, respirar mais. Quero ir para um lugar distante onde tudo faça mais sentido. Cansei de ficar sentado e esperar. Esperar o que não é meu e deixar de ganhar o que poderia. Venha felicidade, estou com os braços abertos. 

Vou começar e vou respirar. O ar tem ficado pesado e minha tensão só aumenta. Cada segundo que passa eu sinto um arrepio maior, uma leveza. Fico com uma agonia intensa, quero sair. Vou me mudar, preciso me mudar, quero mudar.  

Não quero mais sentir falta, quero completar. Prometo que a festa será agradável e tudo fará sentido. Vou aguçar meus ouvidos e vou tentar ouvir essa música, ela me faz lembrar. Lembrar? Sim, mas não de você. Me lembro daquilo, daquele, dele e dela. Sentiu o poder da memória? A sua também é capaz. 

Eu vou longe, confie em mim apenas um minuto. Não quero muito, que seja suficiente. Faça minha tristeza ir sem deixar lembranças, faça minha dor passar sem deixar cicatriz, faça eu ficar bem e ficar feliz. Fico aqui juntando o antes, o agora e depois, fazendo valer à pena cada instante que consigo pensar que podemos ir além.

Decidi que não vou parar. Também não sei se comecei bem ou sinto mais. Eu quero, eu posso. Eu vou, consigo também. Percebi que ficar sentando faz bem e que pensar é cuidado. Mantenho a calma, respiro, minha agonia passa, sinto.


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